Cerca de 1,1 de pessoas podem ficar sem medicamentos após cortes no Farmácia Popular

Cerca de 1,1 de pessoas podem ficar sem medicamentos após cortes no Farmácia Popular

 

 

Um levantamento da Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa (Interfarma), com base nos números do mês de maio último, estima que pelo menos 1,1 milhão de brasileiros corram o risco de ficar sem acesso aos medicamentos hoje oferecidos pelo Farmácia Popular. No início do mês, o Governo Federal anunciou um corte de R$ 578 milhões no orçamento para 2016, que afeta diretamente o programa.

 

 

A modalidade prejudicada será a de copagamento, em que o governo oferece subsídio de até 90% para a compra de diversos medicamentos. São produtos para asma, diabetes, mal de Parkinson, glaucoma, hipertensão, osteoporose, dislipidemia e rinite, além de contraceptivos e fraldas geriátricas. No total, a lista é composta por dez monodrogas ou associações, considerando suas diferentes apresentações, além da fralda geriátrica.

 

 

Após o corte, os pacientes precisarão recorrer à rede própria de farmácias do Programa Federal, que contam com um número bem menor. São apenas 528 unidades em 420 municípios. E elas não cobrem toda a lista de medicamentos disponível nas farmácias e drogarias privadas. Sete itens estão fora do elenco, deixando cerca de 1,1 milhão de brasileiros sob o risco de ficarem sem as medicações. Os demais medicamentos têm correspondentes na rede pública. “Mas o acesso fica comprometido porque o número de municípios abastecidos pelas farmácias públicas é bem menor”, afirma o presidente-executivo da Interfarma, Antônio Britto. Sem essas alternativas, o paciente tem que recorrer às Unidades Básicas de Saúde (UBSs), sendo que nem todas oferecem a lista de medicamentos hoje contemplada pelas farmácias privadas.

 

 

 

 

Fonte: Interfarma